quarta-feira, 23 de julho de 2008

FILOSOFIA FELINA

Impossível resistir a prosa do romance de Francesc Miralles, Amor em Minúscula. Leve, fluente, descompromissada e inteligente, a obra do escritor espanhol cativa o leitor desde a primeira frase quando se é levado a conhecer Samuel, um professor de filologia alemã. Solitário, durante a noite do ano novo, ele recebe a visita inusitada de um gato. A partir de então sua vida toma um rumo inesperado, celebrada por amizades estranhas, reencontro com o primeiro amor e revitalização pessoal. Ágil, divertido, sem ser superficial, Amor em Minúscula compreende várias teses. Uma delas é que torna-se possível definir a personalidade de uma pessoa pelo fato de gostar ou não de gatos. Segue abaixo um trecho desse primoroso romance.
"A vida Espiritual
Os gatos são grande meditadores, além de especialistas na arte do Yoga. O felino é capaz de permanecer imóvel durante horas, viajando até seu próprio centro, para em um instante dar um salto ao mundo exterior e comprometer todos os sentidos naquilo que está fazendo. Sua vitalidade advém do repouso, porque o animal não consome energia em estados intermediários. Age ou descansa. Quando age, o faz como se jogasse vida naquilo. Quando descansa, como se nunca mais fosse se levantar. Não perde o tempo com hesitações."

2 comentários:

Pobres&Nojentas disse...

E são tão sensuais, os gatos! Romance tudo a ver contigo, até o nome da personagem!

Terminei de ler Chocolate, que delícia! Mas recordava o tempo tempo da linda Binoche e do lindo Deep, a gente vê o filme antes e dá nisso!

Quero ir a Caxias em agosto, vou tentar uma folga na sexta ou na segunda. Tanta coisa para conversarmos!

Beijos, Mimi

Jessica disse...

"Não perde o tempo com hesitações."
Te vejo nessa frase.