terça-feira, 24 de junho de 2008

SÃO PAULO, CIDADE CINZA



O centro de São Paulo é cinza, sujo, antigo e não menos fascinante. A foto acima é de um domingo pela manhã, proximidades da Praça da República. Como as manhãs de domingo de qualquer metrópole nacional, a cidade parece mais humanizada, menos entulhada de carros e lixo. É possível perceber uma arquitetura mesclada por edifícios da década de 60 e 70, ainda com suas fachadas preservadas. Com a nova lei que proibe cartazes e outdoors, a cidade ficou mais limpa, porém mais cinza. As cores de São Paulo são as pessoas que transitam a pé pela região central. Há de tudo: adolescentes, crianças, pedintes, idosos passeando com seus cães, gente indo trabalhar no domingo e notívagos voltando da boemia. Abaixo uma das pérolas da arquitetura de Oscar Niemeyer, o edifício Copan, construído em 1961.



São 32 andares que abrigam 1160 apartamentos, com cerca de cinco mil moradores. Olho para cima e intrigado penso como deve ser viver nessa grande edificação, tombada pela prefeitura. Conta-se que o síndico do edifício tem um salário maior que o prefeito de São Paulo para manter a ordem e o convívio entre os habitantes. Há apartamentos de todos os tipos. Nos blocos A, D e E ficam os maiores, enquanto o C e B abrigam os kitinetes. Há pessoas de todos as classes e identidades morando lá. Muitos artistas, mas também famílias. É uma moradia síntese de Sampa, cidade múltipla. Fico enfeitiçado pensando "como seria viver ali?"




O metrô de São Paulo é um dos mais limpos e organizados do mundo. Nele você não vê os camundongos passeando pelos trilhos, como é comum em Londres, ou aquele lixo espalhado, misturado a fezes de cachorro, em alguns pontos do metrô de Paris. Leva algum tempo para você se organizar quanto aos itinerários (é necessário perceber sempre a última estação para conseguir chegar ao seu destino). O metrô de Sampa é o grande médico da cidade. Graças a ele, ela respira, senão já teria convulsionado. É possível ver arte também. A pintura abaixo está localizada num painel enorme na estação da Praça da Sé. Retrata o espírito do trabalho que paira em Sampa, o empreendedorismo de seus trabalhadores na construção da maior cidade da América Latina.


Um comentário:

Jessica disse...

Fiquei pensando, se naquele prédio, com tantos moradores, também tem aquela que canta no karaoke, aquele que ouve futebol 24 hs por dia e aquela que faz barulho com o salto...
hehehehe.